domingo, 27 de novembro de 2011

Infinito Particular 17/11/11


                É legal sentar na minha janela e observar a noite: observar os barcos que estão pertos, as luzes dos barcos que estão longe que se confundem com as estrelas do céu, pois o escuro da noite faz os azuis do céu e do mar se fundirem, extinguindo a linha do horizonte.  É interessante olhar as nuvens e imaginar 10 formas diferentes para apenas uma, simplesmente olhar pela janela e imaginar coisas impossíveis, simplesmente sonhar... Tudo isso é simplesmente bom, porém sempre há algo que acaba com essa paz. Não citarei nomes.
                Eu gosto do irreal, das minhas fantasias, do meu mundo fora da realidade onde os beija-flores são de algodão-doce e as nuvens soltam pó mágico, as paredes são de chocolate e o mar de marshmallow; no meu mundo eu sou gorda, magra, alta, baixa, branca, negra, violeta, ruiva... Não há problemas em ser a aquarela.
                Eu prefiro viver – infinitas vezes – no meu mundo criativo do que no real. Ele me deixa tão feliz que acho que todos deveriam ter esse refúgio. É verdadeiramente incrível “ver” o que vejo. Através da minha janela, há outra dimensão, em que as pessoas não se matam. É o lugar perfeito, queria poder viver lá sempre, porém é tudo uma ilusão... Não posso ficar me drogando desse jeito, às vezes preciso de uma dose de realidade.
                As estrelas brilham tão intensamente... Mas algumas são tão apagadinhas, parecem se esforçar muito para conseguir executar seu trabalho com sucesso. Outras brilham forte até por trás das nuvens bordô... Observando-as, descobri que quero sê-las no mundo real. 


                                                                                                       Candy Poison.

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