quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Azul 24/10/11


                Sim, eu estou triste. Sim, eu estou sozinha. Eu sinto falta dele mais que nunca. Ele me mimou e me deixou assim, por isso tenho saudade e sinto vontade de chorar... Mas aqui não posso. Tentei me adaptar e agora me excluo, pois não encontrarei esse amor e essa união de que sinto falta em nenhuma outra Família. 
                Sinto falta dessa família, quero-a de volta... Porém, sei que não a terei e isso não faz com que a dor passe um pouco na verdade, faz a dor piorar e todos já sabem disso.
                Não quero que você, leitor, sinta raiva ou pena de mim, pois não sou digna disso e estou dizendo sem medo que sua família não presta, não serve... Pelo menos não para mim, e não se ofenda precipitadamente, pois a palavra “família” não se refere ao que você pensa.
                Eu não sinto nada além de tristeza e vontade de cair, nunca mais levantar. Aqui, nessa família, as pessoas não te ajudam a levantar... Eles te deixam no chão, sangrando, morrendo lentamente. Por mais dramático que isso pareça, é a verdade – metaforicamente. As pessoas não se importam, não percebem de propósito por preguiça de ajudar.
                Nada aqui irá nem poderá ajudar-me.
                Não aguento mais olhar essas cores, essas discussões, essas pessoas, essas vozes, essas maldades, essas risadas estúpidas... O que eu quero são nossas discussões fúteis, nossas pessoas maravilhosas, que se importam e dão o máximo de si para ajudar o irmão, quero suas vozes cantantes, sua cor... Seu azul que conforta, seu azul que eu amo, seu azul que eu sinto muita, muita saudade... Seu azul, só meu. 

                                                                                                      Candy Poison.

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