Sim, eu
estou triste. Sim, eu estou sozinha. Eu sinto falta dele mais que nunca. Ele me
mimou e me deixou assim, por isso tenho saudade e sinto vontade de chorar...
Mas aqui não posso. Tentei me adaptar e agora me excluo, pois não encontrarei
esse amor e essa união de que sinto falta em nenhuma outra Família.
Sinto
falta dessa família, quero-a de volta... Porém, sei que não a terei e isso não
faz com que a dor passe um pouco na verdade, faz a dor piorar e todos já sabem
disso.
Não
quero que você, leitor, sinta raiva ou pena de mim, pois não sou digna disso e
estou dizendo sem medo que sua família não presta, não serve... Pelo menos não
para mim, e não se ofenda precipitadamente, pois a palavra “família” não se
refere ao que você pensa.
Eu não
sinto nada além de tristeza e vontade de cair, nunca mais levantar. Aqui, nessa
família, as pessoas não te ajudam a levantar... Eles te deixam no chão,
sangrando, morrendo lentamente. Por mais dramático que isso pareça, é a verdade
– metaforicamente. As pessoas não se importam, não percebem de propósito por
preguiça de ajudar.
Nada
aqui irá nem poderá ajudar-me.
Não
aguento mais olhar essas cores, essas discussões, essas pessoas, essas vozes,
essas maldades, essas risadas estúpidas... O que eu quero são nossas discussões
fúteis, nossas pessoas maravilhosas, que se importam e dão o máximo de si para
ajudar o irmão, quero suas vozes cantantes, sua cor... Seu azul que conforta,
seu azul que eu amo, seu azul que eu sinto muita, muita saudade... Seu azul, só
meu.
Candy Poison.
Candy Poison.
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