É legal
sentar na minha janela e observar a noite: observar os barcos que estão pertos,
as luzes dos barcos que estão longe que se confundem com as estrelas do céu,
pois o escuro da noite faz os azuis do céu e do mar se fundirem, extinguindo a
linha do horizonte. É interessante olhar
as nuvens e imaginar 10 formas diferentes para apenas uma, simplesmente olhar
pela janela e imaginar coisas impossíveis, simplesmente sonhar... Tudo isso é
simplesmente bom, porém sempre há algo que acaba com essa paz. Não citarei
nomes.
Eu
gosto do irreal, das minhas fantasias, do meu mundo fora da realidade onde os
beija-flores são de algodão-doce e as nuvens soltam pó mágico, as paredes são
de chocolate e o mar de marshmallow; no meu mundo eu sou gorda, magra, alta,
baixa, branca, negra, violeta, ruiva... Não há problemas em ser a aquarela.
Eu
prefiro viver – infinitas vezes – no meu mundo criativo do que no real. Ele me
deixa tão feliz que acho que todos deveriam ter esse refúgio. É
verdadeiramente incrível “ver” o que vejo. Através da minha janela, há outra
dimensão, em que as pessoas não se matam. É o lugar perfeito, queria poder
viver lá sempre, porém é tudo uma ilusão... Não posso ficar me drogando desse
jeito, às vezes preciso de uma dose de realidade.
As
estrelas brilham tão intensamente... Mas algumas são tão apagadinhas, parecem
se esforçar muito para conseguir executar seu trabalho com sucesso. Outras
brilham forte até por trás das nuvens bordô... Observando-as, descobri que
quero sê-las no mundo real.
Candy Poison.