terça-feira, 21 de junho de 2016

Saudade 21/06/16


  Fracas pelo desuso, minhas mãos deslizam a caneta sobre o papel desastrosamente. Já não reconheço mais minha caligrafia. Já não ouço mais a persona que sempre esteve comigo. "Ouvir vozes" é diferente nesse caso: dizer que não as ouço não é um pensamento feliz. Já não tenho mais vontade de virar noites tentando fazer bonitos tracejos vísiveis do pensamento. Bonitos, porém melancólicos. Não se deve romantizar a tristeza, mas o que posso fazer se a tristeza transborda em forma de arte romântica? Poderia dizer que sinto falta dessa tristeza, de certa forma. Da tristeza artística, esclareço. Do artístico, retifico. 
  Há tempos não parava para pensar e descansar, então fico feliz de ter esse curto tempo agora. A correria do dia a dia, a desmotivação causada pelo estresse que contamina a mente, tudo desagua na tristeza. Mas tristeza demais que impede a arte. Fico feliz - e surpresa - ao perceber hoje que não é só a tristeza que me faz continuar, mas a motivação que vem da felicidade de ter um tempo. Tempo para respirar, amar e matar a saudade.
   Saudade de viver, saudade de escrever

untitled xx/xx/xx

Is it my fault not wanting to live in this reality?
Is it my fault not wanting to leave the dreams?
"Please, bring me back to my senses" - I beg as I fall deeper into the abyss of nothingness.
Emotionless.
Motionless.

Idle Youth 28/03/16

Sometimes I wish I couldn't think at all.
My life would be really... so perfect if I wasn't able to think.
It's weird to think that thinking is a weird thing.
Thinking can be a bad thing
when you overthink something
you shouldn't be thinking.
And I think a lot.
Like a cancer, it spreads and takes place within the depths of my soul and I've been idle for so long.
I can't run away.
I can't run to face it.
I am scared thus paralized.
This idle life of mine is torture.
But I can't make it stop.